Diálogos

dialogos

 

A série fotográfica “Diálogos”, produz uma “encenação” da interacção recíproca entre o corpo humano e o espaço construído, poetizando a forma com que os dois se relacionam.

A arquitectura é um ambiente de existência do corpo. O corpo e a cidade relacionam-se mesmo que involuntariamente, através da simples experiência urbana. A cidade é lida pelo corpo como um conjunto de condições interactivas e o corpo expressa a síntese dessa interacção através da sua corporalidade. Como Winston Churchill referiu, “nós moldamos os nossos edifícios; por consequência eles também nos moldam.”

Tanto a arquitectura como o corpo humano lidam com estruturas incrivelmente complexas e bonitas – edifícios e cérebros. É quando os dois se cruzam que se define a forma como percebemos, imaginamos, interpretamos e respondemos aos edifícios.

Os edifícios são fruto da imaginação dos nossos cérebros, e os nossos cérebros – e os nossos corpos – gastam uma média de 87% da sua existência em edifícios.

A relação entre arquitectura e o corpo humano tem obviamente uma longa história. As questões que surgem quando exploramos esse relacionamento vão muito além do simples “acomodar” fisicamente uma pessoa e os seus comportamentos dentro de um determinado espaço arquitectónico. Esta relação desencadeia uma série de acontecimentos quando os dois se unem, impactando no comportamento dos ocupantes não só através do corpo, mas também intelectualmente, emocionalmente, fisiologicamente e até espiritualmente.

 

“Os edifícios podem ser estáticos, mas a nossa experiência com eles nunca é.”

Robert Landon

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